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O Governo assinou esta sexta-feira, em Carrazede de Ansiães, os contratos para a instalação, gestão, exploração e manutenção das Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada, numa iniciativa que visa assegurar a cobertura de todo o território nacional com rede de fibra ótica.

A instalação destas redes permitirá que todos os edifícios residenciais e não residenciais, incluindo os destinados à indústria, ao comércio e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida, com especial incidência nos territórios de baixa densidade.

A cerimónia contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.

Segundo Castro Almeida, esta iniciativa representa uma nova etapa na política de coesão territorial e de promoção do crescimento económico. O ministro afirmou que "não estamos apenas a lançar uma infraestrutura. Estamos a reforçar uma ideia de país", considerando que o desenvolvimento nacional não será pleno enquanto existirem territórios afastados das transformações económicas, tecnológicas e sociais.

O governante considerou ainda ser "muito injusto" existirem zonas do país sem acesso a rede de telemóvel ou de internet, assegurando que a empreitada permitirá resolver esse problema. Defendeu também que o projeto possibilitará a todas as famílias e empresas o acesso às infraestruturas digitais mais modernas.

Por sua vez, Miguel Pinto Luz classificou o momento como "emblemático", afirmando que a melhoria das comunicações e dos serviços digitais tornará mais viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas, favorecendo o teletrabalho, novos modelos híbridos, a fixação de jovens e de quadros qualificados e a sustentabilidade demográfica dos territórios do interior.

O ministro das Infraestruturas e Habitação sublinhou ainda que a cobertura nacional permitirá assegurar condições de desenvolvimento tecnológico e inovação em qualquer região do país, acrescentando que a cobertura das chamadas áreas brancas constitui um passo decisivo para potenciar o desenvolvimento do 5G e do futuro 6G.

Os contratos foram assinados entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, sendo a CCDR do Norte a entidade gestora do projeto, e a DSTelecom, empresa de telecomunicações vencedora do concurso público internacional para a instalação das redes.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada 2023-2030, que pretende garantir o acesso de toda a população a uma rede Gigabit até 2030.

O projeto prevê uma comparticipação pública de cerca de 30 milhões de euros, financiada pelo FEDER, no âmbito do Portugal 2030, e por verbas nacionais provenientes do leilão do 5G.

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