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Segundo Cláudia Soares, as imagens revelam que Odair Moniz resistiu à detenção e agrediu os agentes envolvidos, mas garantiu que “em momento algum” é visível uma faca. A responsável acrescentou que a arma branca apreendida não apresentava vestígios biológicos, considerando “praticamente impossível” que tivesse sido utilizada pela vítima.

A inspetora sublinhou ainda que, quando a Polícia Judiciária chegou ao local, os elementos da Polícia de Segurança Pública presentes não referiram qualquer arma branca, o que, no seu entender, reforça a convicção de que Odair Moniz não estava armado.

Questionada sobre a atuação dos agentes envolvidos, Cláudia Soares referiu que as imagens mostram dois polícias em dificuldades durante a detenção, perante uma situação que descreveu como complexa, mas remeteu para o tribunal a avaliação sobre a atuação policial.

“As imagens mostram que os dois agentes estão em dificuldade durante a detenção e que a vítima está à vontade, num espaço que conhece. Sei que o bairro é muitas vezes hostil à presença da polícia. Já morreram polícias na Cova da Moura, não é uma situação fácil de lidar. Eles estão com receio, claramente em desvantagem e foram agredidos. Quanto ao resto, com o devido respeito, cabe ao tribunal decidir. As imagens falam por si”, disse.

A audição da inspetora-chefe marcou o encerramento da fase de testemunhas no julgamento, seguindo-se agora as alegações finais do Ministério Público e dos advogados da família de Odair Moniz e do agente acusado de homicídio qualificado.

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