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A articulação entre as entidades portuguesas no terreno, nomeadamente a Embaixada de Portugal e o Portuguese Business Council, juntamente com o governo do Dubai, tem sido permanente e eficaz desde o incidente no fim de semana que provocou alguma apreensão quando um hotel no emirado foi atingido por destroços de mísseis. Quem o diz é Paulo Paiva dos Santos, presidente do Portuguese Business Council, que revela muita tranquilidade junto da comunidade lusa.
"Estamos a gerir a situação em conjunto com a embaixada, está tudo tranquilo, e o trabalho que tem sido feito é excelente", afirmou ao 24notícias, acrescentando que a comunidade portuguesa se encontra "relativamente serena" e a prosseguir a sua vida quotidiana sem alterações significativas.
Nos dias que se seguiram aos incidentes, registaram-se "alguns contatos pontuais" de cidadãos portugueses junto da embaixada e do próprio conselho empresarial, sobretudo para" obter informações sobre eventuais possibilidades de regresso a Portugal". No entanto, esses pedidos foram poucos e não traduziram um movimento generalizado de preocupação. De acordo com o responsável, essa atitude reflete a confiança generalizada no governo local e na capacidade das autoridades do emirado para lidar com situações de instabilidade regional.
"O Dubai tem um historial sólido de gestão de crises. As pessoas conhecem o ‘track record’ do emirado e sabem que o xeique rapidamente repõe a normalidade", explicou Paulo Paiva dos Santos, sublinhando que essa confiança tem sido determinante para evitar reações precipitadas por parte da comunidade estrangeira residente.
O presidente do Portuguese Business Council destacou ainda o "trabalho de proximidade desenvolvido quer pela embaixada, quer pela associação empresarial, junto dos cidadãos e das empresas portuguesas "a operar no território. Segundo afirmou, a atuação tem sido feita sempre em estreita articulação com o governo do Dubai, cuja resposta aos acontecimentos classificou como "extraordinária".
Relativamente aos incidentes registados, Paulo Paiva dos Santos fez questão de clarificar que não se tratou de qualquer ataque direto ao Dubai. "O que aconteceu foi semelhante ao que ocorre noutros países da região em contextos de conflito próximo: as defesas antiaéreas foram ativadas e acabaram por cair destroços”, explicou, afastando cenários de agressão deliberada ao emirado.
Embora admita a existência de alguma apreensão natural num contexto geopolítico instável, o responsável garante que a vida no Dubai "decorre de forma normal, tanto para a população local como para a vasta comunidade internacional" que ali reside. Para já, não existem "indicações de alterações significativas nas condições de segurança nem recomendações especiais para os cidadãos portugueses".
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