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O cenário que Espanha enfrenta desde o final da semana passada é de autêntico combate contra o fogo em quase todo o território. De acordo com o jornal espanhol El País, dezenas de incêndios ativos já consumiram milhares de hectares e obrigaram à retirada de mais de 3.700 pessoas em Castela e Leão, 2.000 na província de Cádis e 180 na Comunidade de Madrid.
Há também registo de uma vítima mortal — um homem que sofreu queimaduras graves no incêndio de Tres Cantos, perto de Madrid.
Perante a multiplicação de focos e a gravidade da situação, o Ministério do Interior espanhol decretou a fase de pré-emergência, em situação operativa 1, do Plano Estatal Geral de Emergências (PLEGEM), e reuniu o Comité Estatal de Coordenação e Direção (CECOD) para articular medidas.
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, apresentou condolências à família da vítima e agradeceu o trabalho das equipas de emergência “que estão a atuar sem descanso”.
Os incêndios estão a ser combatidos por cerca de mil militares da Unidade Militar de Emergências (UME) e por meios aéreos e terrestres, em condições meteorológicas adversas: uma onda de calor prolongada, temperaturas elevadas e ventos fortes.
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