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A autoestrada A25 e a Estrada Nacional 16 estão cortadas em ambos os sentidos entre a Guarda e o Alto do Leomil, no concelho de Almeida, devido ao incêndio que lavra desde segunda-feira no distrito da Guarda. O fogo mobiliza atualmente 465 operacionais, apoiados por 135 meios terrestres e 11 meios aéreos, e continua a apresentar várias frentes ativas, com maior preocupação nas zonas de Rabaça e Pinhel.
O incêndio deflagrou na segunda-feira no concelho da Guarda e, pelas 16h00 desse dia, era combatido por 258 operacionais, apoiados por 67 viaturas e nove meios aéreos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), citada pela agência Lusa.
Esta terça-feira, o dispositivo foi significativamente reforçado e envolve agora 465 operacionais, 135 meios terrestres e 11 meios aéreos, de acordo com a mais recente atualização da Proteção Civil.
A progressão das chamas obrigou ao corte da circulação na A25, entre o nó da Guarda e o Alto do Leomil, e na EN16, entre o cruzamento da Amoreira, no concelho de Almeida, e Pínzio, no concelho de Pinhel. A interrupção foi determinada pelas autoridades pelas 12h20, devido à proximidade do fogo às vias rodoviárias.
Para a A25, a alternativa recomendada é a EN221, que liga a Guarda a Almeida passando por Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo. No caso da EN16, o percurso alternativo faz-se pela estrada que liga Parada, no concelho de Almeida, ao Rochoso e à cidade da Guarda.
Em declarações à Lusa, o segundo-comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, Marco Lucas, indicou que a frente mais ativa evolui em direção à localidade de Cabreira, no concelho de Almeida, onde os bombeiros têm conseguido manter um combate eficaz. Também na zona da Castanheira, no concelho da Guarda, a situação tem registado uma evolução favorável.
Mais difícil continua a ser o combate na zona da Rabaça, igualmente no concelho da Guarda, onde o fogo progride em áreas de difícil acesso. O responsável adiantou que não existe ainda uma estimativa da área ardida e garantiu que, até ao momento, não há habitações nem povoações diretamente ameaçadas.
Contudo, o agravamento das condições meteorológicas está a aumentar a preocupação das autoridades. Marco Lucas alertou que o vento deverá intensificar-se nas próximas horas, o que poderá dificultar o combate, sobretudo na frente da Rabaça, manifestando esperança de que a intervenção dos meios aéreos seja decisiva para controlar essa zona.
Entretanto, em entrevista à Rádio Observador, o presidente da União de Freguesias de Amoreira, Parada e Cabreira, Luís Fonseca, defendeu um reforço dos meios no terreno. Segundo o autarca, a maioria dos bombeiros está concentrada na frente principal do incêndio, onde as chamas avançam "com muita velocidade" devido à força do vento.
"Não temos muita gente nos flancos do fogo", afirmou, acrescentando que esse trabalho tem sido assegurado por elementos das juntas de freguesia, associações locais e populares.
O incêndio chegou a ameaçar a povoação de Rabaça, obrigando à retirada preventiva da população mais idosa para o interior de uma igreja. Depois de passar por essa zona "em alta velocidade", as chamas avançaram para o concelho vizinho de Pinhel, onde Luís Fonseca receia que "em breve vai haver habitações em dificuldades".
O autarca sublinhou ainda que o vento forte e constante de norte tem tornado o incêndio particularmente difícil de combater, não dando descanso aos bombeiros nem permitindo consolidar o controlo das frentes mais ativas.
*Notícia atualizada às 16h50
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