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Segundo o El País, pelo menos doze pessoas morreram no incêndio florestal que deflagrou na quinta-feira no município de Los Gallardos, na província de Almería, no sul de Espanha.

Além das vítimas mortais, há oito feridos, quatro dos quais em estado grave. Estes doentes deverão ser transferidos para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha. Há ainda 19 pessoas por localizar.

O conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia, Antonio Sanz, explicou que as vítimas foram surpreendidas por um incêndio de propagação extremamente rápida, que avançou a grande velocidade numa zona de orografia considerada muito complexa, marcada pela existência de habitações dispersas pela serra.

Segundo as autoridades andaluzas, as pessoas que vieram a falecer terão tentado abandonar a área afetada por um percurso diferente daquele que tinha sido estabelecido para a evacuação, acabando cercadas pelas chamas. As vítimas serão turistas estrangeiros, cidadãos britânicos.

A ministra espanhola da Defesa, Margarita Robles, classificou a situação do incêndio como "desfavorável", sublinhando, numa entrevista à Cadena SER, a importância de a população seguir as instruções emitidas pelas autoridades durante as operações de evacuação.

Para apoiar o combate ao incêndio, foram mobilizados cerca de 200 militares da Unidade Militar de Emergências (UME), apoiados por 70 viaturas de diferentes tipos.

Entretanto, a Guardia Civil criou um gabinete de atendimento no posto de Garrucha, em Almería, destinado aos familiares de pessoas desaparecidas. O objetivo é facilitar a localização de eventuais desaparecidos e recolher amostras de ADN junto dos familiares, permitindo identificar oficialmente as vítimas mortais no mais curto espaço de tempo possível.

Em paralelo, a Agência de Emergências da Andaluzia (EMA) e o serviço de emergência 112 disponibilizaram uma linha telefónica de apoio aos familiares, assegurada pelo Grupo de Intervenção Psicológica em Emergências e Desastres (GIPED), para prestar acompanhamento psicológico e fornecer informação atualizada sobre a evolução da situação.

Segundo os dados divulgados pela Junta da Andaluzia e citados pelo El País, "a maioria ou a totalidade" das vítimas mortais poderá ser de origem estrangeira, existindo os primeiros indícios de que se tratará de cidadãos britânicos. A confirmação das identidades dependerá, contudo, dos testes de ADN coordenados pela Guardia Civil.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse estar a acompanhar a situação, não tendo indicação de vítimas portuguesas.

"Estamos a acompanhar com consulado geral de Sevilha [a situação causada pelo incêndio], mas até ao momento não há confirmação de portugueses feridos ou mortos", disse à agência Lusa fonte do MNE, pelas 10h00.

O Rei de Espanha, Filipe VI, já manifestou profundo pesar pela tragédia, transmitindo as condolências às famílias das vítimas e aos afetados: "Expressamos a nossa tristeza e condolências às famílias e aos entes queridos dos falecidos, bem como a todos os afetados", declarou a Casa Real numa mensagem divulgada através das redes sociais.

No site da presidência da República, António José Seguro "lamenta profundamente as vítimas mortais resultantes do grave incêndio florestal. Em seu nome pessoal e no do povo português, o Presidente da República solidariza-se com o Rei de Espanha, a quem dirigiu uma mensagem de condolências, e com todo o povo espanhol.

"O Presidente da República apresenta sentidas condolências às famílias das vítimas deste incêndio e faz votos de rápida recuperação a todos os feridos", finaliza a nota.

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