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Uma reportagem do Washington Post revelou que os Estados Unidos terão ordenado um segundo ataque a uma embarcação venezuelana suspeita de tráfico de drogas, após duas pessoas sobreviverem a uma primeira explosão, ocorrida a 2 de setembro.

Segundo o jornal, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, teria autorizado o segundo bombardeio e ordenado verbalmente “matem todos”, alegação que ele nega. A Casa Branca confirmou a operação, liderada pelo Almirante Frank Bradley com aprovação de Hegseth, mas negou qualquer instrução para matar os sobreviventes.

No entanto, Donald Trump não pode ser responsabilizado pelo ataque. A imunidade presidencial reconhecida pelo Supremo Tribunal em 2024 aplica-se a atos oficiais cometidos durante o mandato.

Pete Hegseth, secretário da Defesa, terá dado ordens para eliminar todos a bordo, mas não terá autorizado o segundo ataque que matou sobreviventes; Frank Bradley terá dado essa ordem após consultar um advogado. Alguns especialistas consideram o segundo ataque um homicídio, mas a responsabilização legal é improvável, e Trump poderia perdoar os envolvidos.

O debate sobre leis de guerra é controverso, já que os EUA não estavam oficialmente em guerra. Especialistas defendem que a responsabilização deve surgir do Congresso, enquanto a longo prazo caberia a uma futura administração. A lei internacional também enfrenta limitações: os EUA não são membros do Tribunal Penal Internacional, e a legislação interna protege militares de ações internacionais.

O ataque mantém-se sob escrutínio, com perguntas sobre legalidade, cadeia de comando e imunidade presidencial, colocando em evidência a complexidade jurídica de operações militares conduzidas fora de um contexto de guerra formal.

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