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Os dados das Estatísticas Vitais, publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmam que Portugal vive um paradoxo demográfico. Em 2025, nasceram 87.764 bebés em território nacional, mais 3.122 do que no ano anterior. No entanto, este fôlego na natalidade não foi suficiente para travar o envelhecimento do país, uma vez que o número de óbitos também subiu (2,9%), fixando-se nos 121.817. No balanço final, morreram mais 34.053 pessoas do que aquelas que nasceram.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Grande Lisboa destaca-se como a única região do país onde o saldo natural é positivo, com mais 414 nascimentos do que mortes. Ainda assim, a margem está a ficar mais curta: em 2024, a diferença era de 927. No extremo oposto encontra-se a região Norte, onde o cenário é o mais crítico, registando-se quase mais 12 mil mortes do que nascimentos.
Em 2025, 35,3% dos bebés nascidos em Portugal (mais de um terço) são filhos de mães estrangeiras. Este valor tem crescido de forma sustentada na última década: se recuarmos a 2016, o aumento é de 18,7 pontos percentuais.
A nota mais positiva chega da saúde infantil. Após uma subida em 2024, a taxa de mortalidade infantil voltou a descer, fixando-se em 2,8 óbitos por mil nados-vivos (comparando com os 3,0 registados no ano anterior).
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