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O episódio ocorreu junto à estação ferroviária de Abrantes, onde o homem sofreu uma paragem cardiorrespiratória. A ocorrência foi classificada como prioritária máxima (P1), o que, de acordo com as normas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), obriga à chegada dos meios de socorro ao local num prazo máximo de oito minutos, revela a RTP Notícias, citando a Lusa.
De acordo com o registo temporal da ocorrência, o alerta foi dado às 7h29, tendo os bombeiros sido acionados poucos minutos depois, às 7h34. Para o local foram destacados uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Médio Tejo.
Ainda assim, a VMER, considerada o meio mais diferenciado, só chegou ao local pelas 7h53, ultrapassando o tempo previsto para este tipo de emergência.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes afirmou à Lusa, que os constrangimentos rodoviários impedem o cumprimento dos tempos definidos pelo INEM. "Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos", disse.
A situação ocorreu num dia marcado por forte pressão sobre o sistema de emergência médica. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) confirmou que, na quinta-feira, se registaram dezenas de ocorrências em espera por falta de meios disponíveis, tendo sido ultrapassados os tempos de resposta em várias situações classificadas como prioritárias.
Desde o início do ano, o INEM opera com um novo sistema de triagem que define tempos máximos de resposta consoante a gravidade clínica. As ocorrências P1 exigem resposta até oito minutos, enquanto os casos P2 devem ser atendidos em 18 minutos. Para os níveis P3 e P4, os prazos estabelecidos são de 60 e 120 minutos, respetivamente. As situações classificadas como P5 não implicam o envio de meios de emergência, sendo encaminhadas para a Linha SNS 24.
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