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Um homem morreu na quinta-feira depois de se ter imolado junto à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, confirmou a polícia da cidade.
Segundo as autoridades, o alerta foi recebido às 18h32 (23h32 em Lisboa), dando conta de que um homem se tinha imolado nas proximidades da sede da ONU. A vítima foi transportada para o hospital Bellevue, em Manhattan, onde a morte foi confirmada. A polícia abriu uma investigação.
As autoridades não divulgaram qualquer motivo para o ato. No entanto, o New York Post noticiou que o homem tinha uma bandeira tibetana no momento dos factos.
Tencho Gyatso, presidente da organização não-governamental Campanha Internacional pelo Tibete, identificou o falecido como Lobga Rangzen e descreveu-o como "um defensor incansável do Tibete, que se dedicava a sensibilizar pacificamente a opinião pública para a crise dos direitos humanos no Tibete".
Segundo Gyatso, Lobga Rangzen tinha denunciado de forma veemente uma nova lei sobre a "unidade étnica" aprovada pela China. A legislação tem como objetivo oficial promover uma identidade nacional "partilhada" entre os diferentes grupos étnicos e reforçar a coesão do país, incluindo através da promoção do mandarim como "língua comum nacional". O texto criminaliza ainda a prática de "atividades terroristas violentas, atividades de separatismo étnico ou atividades de extremismo religioso".
A China reconhece oficialmente 55 minorias étnicas no seu território, mas as políticas governamentais já tornaram o mandarim a língua de ensino em algumas regiões com forte população minoritária, como o Tibete. Os defensores dos direitos humanos consideram que a nova lei fornece cobertura legal às políticas de assimilação forçada das minorias em benefício da maioria han.
Num comunicado enviado à AFP, um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a organização está "entristecida com este incidente trágico e terrível" e apresentou condolências à família da vítima.
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