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Numa declaração transmitida pela estação televisiva Al-Manar, ligada ao movimento xiita apoiado pelo Irão, Naim Qassem criticou as condições previstas no acordo negociado sob mediação dos Estados Unidos, que exige a retirada dos combatentes do Hezbollah das áreas situadas a sul do rio Litani.

Segundo o dirigente, a aceitação dessa condição representaria uma “rendição” e uma “derrota”, permitindo a concretização dos objetivos de Israel.

“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, afirmou, acrescentando que o Hezbollah não assumirá qualquer compromisso de abandonar a resistência enquanto persistir a presença israelita.

O acordo foi anunciado esta quarta-feira após uma nova ronda de negociações entre Israel e o Líbano, mediadas pelos Estados Unidos. O entendimento prevê a renovação do cessar-fogo e a criação de zonas de segurança “piloto” no sul do Líbano, onde a presença de combatentes do Hezbollah será proibida.

Israel e Líbano renovam cessar-fogo e avançam com zonas de segurança no sul do país
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Num comunicado conjunto, as partes indicaram que a trégua fica condicionada à cessação total dos ataques do Hezbollah e à retirada dos seus operacionais das zonas abrangidas pelo acordo. O exército libanês deverá assumir o controlo exclusivo dessas áreas, embora os detalhes da implementação ainda não tenham sido divulgados.

Naim Qassem insistiu que o cessar-fogo deverá ser abrangente e impedir ataques israelitas em território libanês, argumentando que não poderá haver segurança para o norte de Israel sem estabilidade nas aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reiterou a possibilidade de novas ações militares contra Beirute caso ocorram ataques do Hezbollah, sublinhando que o acordo não impede a continuação de operações israelitas no sul do país.

Já o presidente libanês, Joseph Aoun, considerou que o entendimento representa uma oportunidade decisiva para alcançar uma trégua duradoura. O chefe de Estado classificou o acordo como “a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo”, numa altura em que as autoridades aguardavam uma posição formal do Hezbollah.

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