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Segundo avança o jornal Público, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) admite que o arranque do novo serviço, assegurado pela empresa maltesa Gulf Med, está a decorrer de forma faseada, sem indicar qualquer data definitiva para a sua entrada plena em funcionamento.
O INEM justifica este processo gradual com a necessidade de garantir o cumprimento das exigências da legislação aeronáutica europeia, sobretudo no que diz respeito à segurança das operações. Questionada pelo mesmo jornal, a Gulf Med optou por não esclarecer quando os quatro helicópteros estarão efetivamente operacionais 24 horas por dia.
Atualmente, apenas três aeronaves estão a operar, e apenas durante o período diurno (12 horas por dia), com bases em Macedo de Cavaleiros, Évora e Loulé. O dispositivo conta ainda com o apoio da Força Aérea Portuguesa.
Recorde-se que o concurso público internacional para este serviço foi lançado em novembro de 2024, tendo a adjudicação à Gulf Med sido confirmada em março deste ano. O contrato prevê a operação de quatro helicópteros Airbus H145 entre julho de 2025 e o final de 2030, com um investimento total de 40 milhões de euros. Está igualmente prevista a formação de pilotos portugueses e a criação de uma entidade certificada de formação aeronáutica no país.
Ana Paula Martins será ouvida esta quarta-feira no Parlamento, após vários partidos terem solicitado explicações sobre o tema.
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