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Portugal registou nove casos de sarampo entre 1 de janeiro e 18 de agosto de 2026, dos quais três foram classificados como importados e três com origem em Portugal, revelou a Direção-Geral da Saúde (DGS) ao 24notícias. Nos restantes casos, a origem ainda está a ser investigada.

A atualização surge numa altura em que o Brasil enfrenta uma cadeia de transmissão de sarampo no estado de São Paulo, o que levou as autoridades brasileiras a reforçar temporariamente a vacinação em três municípios.

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A circulação entre os dois países é significativa. Entre janeiro e junho deste ano, 534.379 hóspedes residentes no Brasil ficaram registados em alojamentos turísticos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Maio foi o mês com mais registos, com 114.531 hóspedes, seguido de junho, com 96.628.

Em resposta ao 24notícias, a DGS admite que podem surgir casos importados em Portugal. Ainda assim, a autoridade de saúde sublinha que a circulação internacional do vírus “não significa, por si só, um risco de transmissão sustentada no país”.

Uma cadeia de transmissão com três casos

Dos nove casos confirmados em Portugal este ano, três estão associados a uma única cadeia de transmissão considerada limitada.

A origem dos restantes casos continua a ser analisada. A DGS explica que a classificação dos casos quanto à sua origem está ainda a ser atualizada e, por isso, não é possível avançar neste momento com um número definitivo de casos importados.

Todos os casos foram alvo de investigação epidemiológica pela rede de Autoridades de Saúde. De acordo com o nível de risco identificado, foram implementadas medidas de controlo e prevenção previstas nas orientações da DGS.

Vacinação é a principal barreira

A DGS afirma que Portugal mantém elevadas coberturas vacinais contra o sarampo, de acordo com o Relatório do Programa Nacional de Vacinação 2025.

Os dados mais recentes disponibilizados pelo INE mostram que, em 2024, 95,7% das crianças de seis anos tinham cumprido o plano vacinal contra o sarampo, a papeira e a rubéola.

A vacinação constitui, para a DGS, uma importante barreira à transmissão do vírus. Ainda assim, a autoridade de saúde mantém a vigilância da situação epidemiológica nacional e internacional, incluindo a evolução dos casos no Brasil e, em particular, no estado de São Paulo.

O que recomenda a DGS a quem viaja?

Perante a circulação do vírus, a DGS recomenda a quem viaje para as áreas afetadas que tenha a vacinação contra o sarampo atualizada e que verifique o boletim de vacinas antes da viagem.

A recomendação é especialmente relevante para quem viaja com crianças pequenas. Nestes casos, a autoridade de saúde aconselha uma consulta pré-viagem para avaliar se existe necessidade de antecipar a vacinação.

A DGS garante ainda que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial, a investigação célere dos casos e dos contactos e a implementação das medidas de saúde pública consideradas adequadas.

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