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Cerca de 3000 novos enfermeiros entram este verão no mercado de trabalho em Portugal, mas os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam sem capacidade para os contratar de forma estável. O problema está relacionado com o atraso na aprovação dos Planos de Desenvolvimento Organizacional (PDO) para 2026, que definem os recursos humanos disponíveis nas Unidades Locais de Saúde (ULS).
A situação, revelada esta segunda-feira pelo Público, é particularmente paradoxal porque a Ordem dos Enfermeiros estima que o SNS tenha atualmente uma carência de cerca de 14 mil profissionais. A entidade tem alertado que a falta de enfermeiros obriga os trabalhadores que já estão no sistema a realizar mais horas extraordinárias e contribui para níveis elevados de exaustão.
Os Planos de Desenvolvimento Organizacional estabelecem, entre outros aspetos, os recursos humanos de que cada ULS e os institutos de oncologia podem dispor. Sem a aprovação destes planos, as unidades ficam condicionadas na abertura de procedimentos para novas contratações.
A Ordem dos Enfermeiros já tinha alertado, no início de agosto, para o problema numa reunião com o secretário de Estado da Gestão da Saúde. Segundo a organização, estava prestes a emitir cerca de 3000 novos títulos profissionais a recém-licenciados preparados para entrar no mercado, mas os atrasos nos PDO estavam a bloquear parte dessas contratações.
A Ordem considera que a entrada destes profissionais permitiria reduzir a pressão sobre os enfermeiros atualmente no SNS e corrigir dotações que considera inseguras em grande parte das unidades de saúde.
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