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No primeiro trimestre de 2026, o PIB cresceu apenas 0,1%, abaixo das expectativas e desacelerando face ao final de 2025. Em termos homólogos, o crescimento foi de 0,8%. Estes números refletem uma quebra de confiança de empresas e consumidores, agravada pelo impacto do conflito com o Irão, que fez disparar os preços da energia.
Entre as maiores economias, a Alemanha teve um desempenho melhor do que o esperado (0,3%), enquanto França estagnou e Itália e Espanha cresceram menos do que o previsto.
As perspetivas pioraram: o governo alemão já reduziu a previsão de crescimento para 0,5% em 2026, e o FMI também reviu em baixa a estimativa para a zona euro (1,1%). O principal risco é a combinação de crescimento fraco com inflação elevada.
De facto, a inflação subiu para 3% em abril, impulsionada pelos custos da energia. Embora a inflação subjacente tenha descido ligeiramente, os preços continuam a aumentar de forma significativa.
Os indicadores mais recentes sugerem que a situação pode agravar-se: a atividade económica voltou a contrair em abril e as expectativas de inflação estão a subir.
Perante isto, o Banco Central Europeu enfrenta um dilema, controlar a inflação sem travar ainda mais a economia. Apesar de se esperar que mantenha as taxas de juro por agora, os mercados antecipam subidas já a partir de junho.
Alguns economistas alertam ao Politico que o BCE pode estar a reagir em excesso a um choque externo (energia), arriscando repetir o erro inverso de 2022, quando demorou demasiado a subir juros, mas agora num contexto mais frágil, com crescimento baixo e desemprego a subir.
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