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O Grupo VITA afirmou ter decidido emitir um comunicado para clarificar diversas questões, considerando que o discurso público recentemente produzido sobre o processo de compensação financeira tem sido "enviesado e distorcido", gerando "ruído e mal-estar entre vítimas e sobreviventes".
A entidade refere ter tomado conhecimento das declarações públicas de António Grosso, porta-voz da associação Coração Silenciado, sobre a forma como alegadamente decorreram as entrevistas realizadas no âmbito do processo de compensação. No entanto, esclarece que não tem conhecimento de qualquer queixa apresentada à Ordem dos Psicólogos Portugueses, motivo pelo qual não se pronuncia sobre esse assunto.
Segundo o Grupo VITA, todas as entrevistas foram realizadas por uma Comissão de Instrução, conforme previsto no regulamento publicado pela Conferência Episcopal Portuguesa. De acordo com a entidade, essa comissão era sempre constituída por, pelo menos, duas pessoas: um representante do Grupo VITA e outro designado pela Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.
Relativamente à entrevista de António Grosso, o Grupo VITA indica que estiveram presentes três elementos: Alexandra Anciães, em representação do Grupo VITA, e José Souto Moura e Pedro Varandas, em representação da Equipa de Coordenação Nacional. A organização sublinha ainda que a coordenadora do Grupo VITA não esteve presente nessa entrevista.
O comunicado acrescenta que todas as entrevistas seguiram um guião semiestruturado baseado em boas práticas nacionais e internacionais para a avaliação do impacto psicológico em situações potencialmente traumáticas, bem como nas orientações éticas e deontológicas da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Segundo a entidade, o guião incluía perguntas abertas que permitiam às pessoas relatar a sua experiência livremente e ao seu próprio ritmo. O Grupo VITA refere ainda que, quando o discurso era considerado demasiado vago ou pouco claro, eram feitas perguntas de clarificação, mas nunca perguntas sugestivas.
A organização explica também que a avaliação do dano psicológico, sobretudo quando realizada muitos anos após os acontecimentos, exige a compreensão do impacto a curto, médio e longo prazo, considerando fundamental o conhecimento da trajetória de vida das pessoas para identificar consequências diretas, indiretas e cumulativas do trauma.
No comunicado, o Grupo VITA refuta "todas as acusações" que têm vindo a ser feitas publicamente e reafirma o seu compromisso com a transparência, a proteção das vítimas e o cumprimento do regulamento que orientou o processo de atribuição de compensações financeiras.
A entidade garante ainda que continuará a trabalhar com "seriedade, independência e responsabilidade", assegurando que todas as pessoas são tratadas com dignidade, respeito e verdade.
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