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A presidente da direção nacional do STAL, Cristina Torres, admitiu à agência Lusa que os primeiros serviços afetados sejam os “da recolha de resíduos”, que costumam começar a operar a partir das 22:00, mas que, devido à paralisação, “os carros vão ficar dentro dos estaleiros e dos parques de viaturas e não vai haver recolha”.

Depois, espera também uma forte adesão de “equipamentos coletivos, como bibliotecas, piscinas, mesmo serviços administrativos” e escolas, juntamente com os “camaradas da função pública”.

A luta do STAL vai além do pacote laboral, com o aumento da precarização dos postos de trabalho, facilitação dos despedimentos e desvalorização da contratação coletiva, também em defesa do suplemento de penosidade e insalubridade, regulamentação das profissões de desgaste rápido e reposição do direito à indemnização devida por acidente de trabalho ou doença profissional.

“Os trabalhadores da administração pública continuam limitados nesse direito, portanto só os trabalhadores que têm uma perda de capacidade igual ou superior a 30% é que recuperaram o direito, todos os outros continuam sem o direito à devida compensação indemnizatória sobre a perda de capacidade por acidente de trabalho”, apontou.

O STAL vai ter piquetes de greve, entre outros, na Amadora, Loures, Sintra, Setúbal, Seixal, Porto ou Braga, com o que Cristina Torres assegurou ser uma “grande vontade de vencer” esta batalha. Aos trabalhadores deixou o apelo: “Façam greve, juntem-se a todos, unam-se, porque é preciso termos todos direito a uma vida com dignidade.”

“Os trabalhadores estão atentos, estão preocupados” não só com “as intenções do Governo, com o pacote laboral, mas também muito com o poder de compra. Há (…) muita preocupação com as dificuldades de fazer face àquilo que é necessário no dia-a-dia, as necessidades básicas, alimentação e habitação”, afirmou Cristina Torres.

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