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A paralisação poderá afetar áreas como educação, saúde, administração local, IPSS, restauração, espetáculos e serviços administrativos, com impacto potencial em milhares de trabalhadores e utentes em todo o país.
Várias estruturas sindicais emitiram pré-avisos de greve para coincidir com a manifestação, agendada para as 14h30, entre o Saldanha e a Assembleia da República. Entre as entidades envolvidas estão sindicatos da administração local, funções públicas, comércio e serviços, bem como da agricultura, alimentação, hotelaria e turismo. Também foram convocadas greves de âmbito nacional por organizações representativas de professores e trabalhadores dos espetáculos, reforçando a participação no protesto.
O impacto deverá ser mais evidente nos serviços públicos essenciais. No setor da educação, admitem-se fortes perturbações, incluindo encerramentos parciais ou totais de escolas, dependendo da adesão. Na saúde, a paralisação poderá condicionar o funcionamento de centros de saúde e hospitais, com limitações em consultas programadas e atendimentos não urgentes, estando previstos serviços mínimos em várias instituições. Já na administração pública, serviços municipais e regionais poderão ter atendimento reduzido ou suspenso, de acordo com a Executive Digest.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo poderá igualmente ser afetada, com possíveis constrangimentos no atendimento. As primeiras horas da manhã são apontadas como as mais críticas, sendo esperado um balanço mais preciso do nível de adesão a partir das 10h00. Ainda assim, a recomendação é que os utentes se desloquem aos serviços, apesar da possibilidade de não serem atendidos.
A manifestação decorre sob o lema “Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor”, prevendo-se a participação de milhares de trabalhadores. A adesão é considerada positiva face à mobilização realizada nos últimos meses, com plenários e ações de informação junto dos trabalhadores, tendo sido emitidos pré-avisos de greve em praticamente todos os setores de atividade.
A contestação centra-se nas alterações à legislação laboral propostas pelo Governo, no âmbito do anteprojeto “Trabalho XXI”, apresentado em julho de 2025 e que prevê mais de uma centena de mudanças ao Código do Trabalho.
A central sindical critica a condução do processo negocial, considerando-o antidemocrático e acusando o executivo de a afastar das negociações, alegando que propostas apresentadas não foram discutidas. Admite ainda intensificar as formas de luta, não excluindo a convocação de uma nova greve geral.
O Governo, por seu lado, considera que o processo negocial está em fase de conclusão, apontando para a possibilidade de um acordo nos próximos dias após reuniões com parceiros sociais. No entanto, há posições divergentes, sendo referido que ainda existem matérias sem consenso.
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