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Além disso, as bulas indicam que náuseas, vómitos e diarreia são consequências “muito comuns”. De acordo com a revista DongA Science, estes efeitos colaterais “acontecem porque os medicamentos reduzem significativamente a velocidade a que os alimentos percorrem o sistema digestivo, atrasam o esvaziamento do estômago e alteram os sinais transmitidos pelo intestino ao cérebro”.
Um estudo publicado no ano passado indica que os medicamentos com GLP-1 podem aumentar o risco de desenvolvimento de degeneração macular, uma doença que afeta a zona central da retina dos olhos.
Além disto, há relatos destes fármacos poderem desencadear neuropatia ótica isquémica não artrítica, um problema que se caracteriza pela redução do fornecimento de sangue ao nervo ótico. A bula do Wegovy, por exemplo, menciona este efeito secundário, mas classifica-o como “muito raro”.
Entre as mulher que tomam medicamentos compostos por GLP-1, há relatos de gravidezes inesperadas. Apesar de haver ainda poucos dados científicos, acredita-se que os fármacos podem reduzir a eficácia da pílula contraceptiva.
Há mulheres a relatar que engravidaram enquanto tomavam GLP1, mesmo depois de terem tido dificuldades para ter um filho. O 24notícias já escreveu sobre o tratamento da infertilidade através de semaglutida injetável em mulheres com síndrome do ovário poliquístico.
Segundo o médico Amir Khan em declarações no podcast “No Appointments Necessary”, há “um fenómeno online chamado ‘bebé Ozempic’, que se refere a pessoas que tomaram injeções para emagrecer e que tinham dificuldades para engravidar e que estão a conseguir engravidar”. O médico refere que mulheres com patologias como a Síndrome dos Ovários Poliquístico têm uma resistência alta à insulina e uma maior probabilidade de ovular e engravidar após a toma de medicamentos GLP-1.
Apesar disto, a bula do Ozempic refere que “os efeitos de semaglutido sobre a fertilidade em seres humanos é desconhecido”.
No Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde recomenda que estes fármacos não sejam tomados antes e durante a gravidez por não existirem dados suficientes a comprovar que os medicamentos são seguros para o bebé.
Um estudo indica que fármacos como o Wegovy, o Mounjaro e o Ozempic podem provocar sinais de envelhecimento precoce, como o aparecimento de rugas, flacidez da pele e olheiras. Estes efeitos secundários são conhecidos como “cara de Ozempic”.
Os medicamentos compostos por GLP-1 podem ainda causar queda de cabelo. A bula do Wegovy indica que esta reação secundária é “muito comum” e a do Moujaro classifica-a como “frequente”.
Antes de ser usado para tratar a obesidade, o GLP-1 era utilizado para controlar o açúcar no sangue em doentes com diabetes tipo 2. A aprovação do Wegovy para o tratamento da obesidade provocou a expansão dos mercados e levou ao aparecimento de outros medicamentos.
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