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Segundo as autoridades ucranianas, seis pessoas morreram em Dnipro e quatro na capital, onde equipas de emergência continuavam a procurar sobreviventes entre os escombros de edifícios residenciais atingidos pelos bombardeamentos. Entre os feridos encontram-se várias crianças.

Os ataques levaram à emissão de alertas antiaéreos em grande parte do território ucraniano durante a madrugada de terça-feira. Em Kiev, foram registadas múltiplas explosões e várias colunas de fumo eram visíveis sobre a cidade, de acordo com a BBC.

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, apelou à população para permanecer nos abrigos e alertou para a possibilidade de haver pessoas soterradas. Já o responsável pela Administração Militar da capital, Tymur Tkachenko, afirmou que a Rússia utilizou mísseis balísticos nos ataques.

Os bombardeamentos provocaram incêndios junto a uma estação de serviço, num estaleiro de construção e em vários edifícios habitacionais. Foram também registadas falhas de energia em diferentes zonas da cidade.

Na cidade de Kharkiv, no nordeste do país, ataques com drones e mísseis causaram pelo menos 10 feridos, incluindo uma criança. Mais a sul, uma instalação industrial foi atingida em Zaporizhzhia.

Os ataques ocorreram depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter alertado na segunda-feira para a possibilidade de uma ofensiva russa de grande escala, citando informações dos serviços de inteligência.

Na semana passada, Moscovo anunciou que iria realizar ataques sistemáticos contra a Ucrânia, acusando Kiev de ter atingido um dormitório estudantil numa zona ocupada do leste do país. As autoridades ucranianas reconhecem ter realizado um ataque na área de Starobilsk, mas garantem que o alvo foi uma unidade militar russa.

A Rússia afirmou ainda que poderia atacar centros militares e de decisão em Kiev e aconselhou cidadãos estrangeiros a abandonarem a capital ucraniana.

Entretanto, na Rússia, um ataque com drones provocou um incêndio na refinaria de petróleo de Ilsky, na região de Krasnodar, sem causar vítimas, segundo os serviços de emergência locais.

Desde o fim de uma breve trégua em maio, a Rússia intensificou os ataques com mísseis e drones contra Kiev. Um dos ataques anteriores atingiu um bloco residencial e provocou 24 mortos, entre os quais três crianças. Também um ataque ucraniano com drones na região de Moscovo causou três mortos, numa ação que Zelensky classificou como uma resposta “inteiramente justificada” aos ataques russos.

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