A governante falava à margem da cerimónia do Dia Nacional dos Bombeiros, realizada em Paredes, no distrito do Porto, onde esteve também presente o ministro da Administração Interna.
“Vamos atualizar em 23% os 520 postos de emergência médica, que são quem nos garante não só a diferenciação no socorro, mas também a capilaridade e a coesão territorial que só os bombeiros conseguem assegurar”, afirmou Ana Paula Martins, sublinhando a importância destes meios no sistema de emergência pré-hospitalar.
Questionada sobre se o aumento é suficiente, a ministra reconheceu limitações orçamentais, mas garantiu que o reforço do financiamento continuará a ser uma prioridade ao longo da legislatura. “É aquilo que este ano conseguimos, mas não vamos desistir de ir o mais longe possível com os recursos disponíveis para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”, afirmou.
A responsável destacou ainda a disponibilidade dos bombeiros para assumirem contratos com maior rigor e assegurou que o Governo mantém estas corporações entre as suas prioridades. “Tal como os bombeiros não abandonam o país nem as populações, também o Governo não os abandona”, disse.
Atualmente, o INEM paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo por cada ambulância de socorro integrada no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), ao qual acresce uma componente variável em função dos quilómetros realizados nos serviços de emergência.
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