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À margem da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, explicou que ainda não é possível quantificar o impacto total dos estragos provocados pelo mau tempo, tanto ao nível económico como orçamental.

"Só daqui a algumas semanas perceberemos a dimensão dos impactos económicos e orçamentais e, em função disso, o país terá naturalmente de fazer escolhas. É muito importante manter o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública, mas também é fundamental acudir às pessoas na emergência e depois na reconstrução e recuperação da atividade económica", disse.

O governante recordou que a elaboração do Orçamento do Estado para 2026 já enfrentava constrangimentos significativos devido aos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Ainda assim, destacou que os resultados orçamentais positivos de 2025, com um saldo acima do inicialmente previsto, tinham aliviado parcialmente esse contexto.

"Esse caminho voltou agora a ficar bastante mais estreito devido às tempestades", reconheceu o ministro, sublinhando que o equilíbrio entre apoio às populações afetadas e disciplina orçamental terá de ser ajustado continuamente, à medida que surjam novos dados sobre os prejuízos causados pelo temporal.

As declarações surgem num contexto de forte pressão sobre as finanças públicas, após as intempéries que afetaram várias regiões do país, provocando vítimas mortais, destruição de habitações e infraestruturas, e obrigando o Estado a mobilizar recursos para respostas de emergência e recuperação.

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