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A decisão partiu do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona a agência, segundo o The New York Times. A suspensão não é absoluta e há espaço para exceções ao executar um mandado de detenção ou ao trabalhar com agências parceiras, de acordo com uma fonte que falou à agência AP, sob condição de anonimato.
A medida foi tomada um dia depois de um colombiano de 26 anos ter sido morto a tiro dentro do seu carro em Biddeford, uma pequena cidade no Maine. A vítima, Joan Sebastian Guerrero, trabalhava regularmente como motorista de entregas e vivia com a mulher e a filha de três anos, de acordo com organizações de defesa dos direitos dos imigrantes.
Um porta-voz do ICE explicou que "o veículo tentou fugir do local" e que o agente disparou a sua arma "por preocupação com a segurança pública".
Centenas de pessoas protestaram esta terça-feira no Maine contra a morte do colombiano de 26 anos, segurando cartazes com mensagens como "parem os assassínios" e "acabem com este terror". "Estas pessoas são assassinas e devem deixar o nosso Estado agora", frisou o organizador do protesto, Todd Chretien.
O presidente colombiano, Gustavo Petro (Esquerda), classificou hoje a morte como um assassínio. Petro, que lutou abertamente com Donald Trump, instou o presidente norte-americano a fornecer uma explicação e acusou os responsáveis do ICE de tratarem Durán Guerrero como "um ser inferior sem direitos".
Na semana passada, um cidadão mexicano foi morto a tiro em Houston, no Texas, enquanto conduzia a sua carrinha de caixa aberta a caminho do trabalho. Neste caso, o DHS alegou que estava a tentar fugir a uma detenção, versão contestada por testemunhas.
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