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Em declarações depois do anúncio do chumbo da lei laboral pela UGT, a ministra do Trabalho afirmou que "o Governo está sempre disponível para o diálogo" e lembrou que existe "uma versão do acordo que é profundamente consolidada por contributos de todas as partes".
"Todos deram acordo a esta versão, faltando apenas a ratificação da UGT nos seus órgãos. Assim, o Governo entende que não basta a UGT manifestar disponibilidade para continuar a negociar se vier a haver propostas do Governo. A UGT terá de mostrar que quer, efetivamente, uma aproximação e não continuar a ter pretextos para fazer fugas para a frente", frisou.
Por isso, o Governo "esperará, nos próximos dias, uma posição realmente construtiva e clara da UGT sobre os poucos pontos, os únicos, que ficaram em aberto no processo negocial. Podemos, se essa posição vier, fazer um último esforço. Se não, avançaremos com o diploma para o Parlamento".
Maria do Rosário Palma Ramalho anunciou também que "o Governo vai agendar uma reunião da Comissão Permanente da Concertação Social para de hoje a 15 dias, para haver tempo de reflexão. E encerraremos o tema, formalmente, nessa reunião, que vou convocar para o dia 7 de maio".
Sobre as negociações até ao momento, a ministra lembrou que aconteceram "quase 60 reuniões, mais de 200 horas de diálogo e consensualizámos, ao longo deste processo, 138 normas, das quais 33 foram recebendo diretamente propostas da UGT e as outras foram consensualizadas à mesa. E, portanto, efetivamente isso significa, só pela força dos números, que há muito pouca matéria por consensualizar. ".
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