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O candidato presidencial Gouveia e Melo não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições presidenciais, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.
O antigo hefe do Estado-Maior da Armada falava no programa da Antena 3 'Prova Oral', explicando que "não é necessariamente criar um partido, pode ser um movimento cívico, mas, para já, não me passa pela cabeça fazer uma coisa dessas. Os movimentos não devem ser personalizados, mas ideias que queremos desenvolver dentro da sociedade. E há ideias de que gostava de desenvolver dentro da sociedade".
Gouveia e Melo invocou experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: "Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade".
Interrogado sobre o que fará no caso de perder as eleições presidenciais, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada respondeu: "Terei de decidir se vou continuar dentro da política ou fazer uma coisa que nunca fiz".
E avançou com uma possibilidade: "Lutar pelos meus interesses pessoais e fazer qualquer coisa pelos meus interesses materiais no bom sentido do termo".
O almirante disse mesmo acreditar que, com o aparecimento da sua candidatura presidencial, "pela primeira vez no processo eleitoral português, há a possibilidade de um Presidente da República verdadeiramente independente".
Antes de Gouveia e Melo ter anunciado a sua candidatura a Presidente da República em maio passado, em plena campanha para as eleições legislativas, já tinha sido criado um movimento em torno da sua figura, denominado "Honrar Portugal".
O "Honrar Portugal" define-se como uma "associação cívica formada por cidadãs e cidadãos livres e independentes, unidos pelo compromisso com a cidadania ativa e a defesa dos valores democráticos fundamentais".
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