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“Temos estado em crescimento. No primeiro ano tivemos 80, no segundo ano tivemos 120 e, agora, já conseguimos atingir a barreira dos 200”, afirmou Álvaro Cardoso, presidente da Associação Goma, que organiza a Global Ocean com o objetivo de chamar à atenção para a importância de proteger os mares e os oceanos.
A terceira edição da prova em Sagres começou a ser preparada por volta das 06h00, quando ainda era de noite na Praia da Mareta. “Estava incrível, não havia vento, estava um tempo ótimo a essa hora e que se manteve ao longo do dia”, disse Álvaro Cardoso em declarações ao 24notícias.
Ao contrário das duas primeiras competições do ano — a 4 de julho, em Cascais, e a 26 de julho, na Figueira da Foz —, a edição de Sagres foi “eclética”, uma vez que contou com a participação de crianças e de praticantes de natação adaptada. Além disso, o bom tempo, a água cristalina e o enquadramento que, naquela praia, “é muito bonito” permitiram criar um “ambiente fantástico” durante as duas provas.
Todas as edições da Global Ocean contam com um “Momento Ocean”, um ato simbólico em que os participantes e todos os que assistem à prova são convidados a dar as mãos junto ao mar para demonstrar o compromisso com a proteção dos oceanos. Este ano, em Sagres, “quase toda a praia” se juntou ao círculo.
Associação Goma quer mais duas provas em 2027
A Associação Goma organiza a Global Ocean desde 2022, altura em que realizou a primeira edição da competição em Cascais. O encontro de natação em águas abertas foi crescendo, com uma edição em Sagres desde 2024, e com a estreia na Figueira da Foz este ano. Agora, o objetivo é juntar duas cidades a esta lista já em 2027.
“A prova de Cascais já é uma referência e, em Sagres, o próprio executivo já queria marcar a data no próximo ano. Na Figueira da Foz, o executivo também gostou muito, ficaram encantados com a projeção que tivemos”, afirmou Álvaro Cardoso, assumindo que, perante o feedback positivo, quer realizar mais duas provas em 2027.
Depois da realização das provas de Cascais, Figueira da Foz e Sagres, a Associação Goma faz um balanço “muito bom” e garante que as três localidades permitem ter públicos muito distintos.
“As três praias [Praia da Ribeira, na Baía de Cascais, Praia do Forte, na Figueira da Foz, e a Praia da Mareta, em Sagres] dão-nos enquadramentos e públicos bastante diferentes”, afirmou Álvaro Cardoso. “Na Baía de Cascais, apesar de haver muitos participantes, este ano foram quase 500, o público não é tão efusivo. Na Figueira da Foz, há aquele pontão e consegue-se acompanhar a prova inteira porque há visibilidade e, inclusive, as pessoas podem acompanhar os nadadores ao longo do pontão e a população acaba por aderir. Já em Sagres, como tivemos muitos jovens e miúdos, as famílias acompanharam”.
Além da Global Ocean, a Associação Goma quer abrir o espectro e levar a preocupação pela sustentabilidade até desfiles de moda e, ainda, criar uma história à volta da mascote Gotinha e lançar um livro para crianças.
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