Maxwell participou numa audição à porta fechada por videoconferência, a partir da prisão no Texas onde cumpre uma pena de 20 anos por tráfico sexual de menores. O presidente republicano da comissão, James Comer, afirmou que, “como era esperado”, Maxwell recorreu à Quinta Emenda da Constituição norte-americana, que permite recusar responder a perguntas para evitar a autoincriminação.

“Isto é obviamente muito dececionante. Tínhamos muitas perguntas a fazer sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, bem como sobre eventuais co-conspiradores”, disse, acrescentando que o objetivo da investigação é “chegar à verdade para o povo americano e fazer justiça às vítimas”.

Após a audição, a deputada democrata Melanie Stansbury afirmou que Maxwell aproveitou a ocasião para “fazer campanha por clemência”. Já Comer disse que, após ouvir sobreviventes de Epstein, ficou claro que Maxwell “foi uma pessoa muito má” e que não merece qualquer tipo de imunidade.

Antes da audição, o advogado de Maxwell, David Oscar Markus, escreveu nas redes sociais que a sua cliente estaria “preparada para falar de forma plena e honesta se lhe fosse concedida clemência pelo Presidente Donald Trump”. “Só ela pode fornecer o relato completo. Alguns podem não gostar do que ouvirão, mas a verdade importa”, escreveu.