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A Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, que integra o Hospital Garcia de Orta, confirmou à Lusa que, neste momento, não está a conseguir garantir uma resposta atempada às mulheres que pretendem avançar com uma interrupção voluntária da gravidez.
Perante esta situação, a ULSAS estabeleceu um protocolo com um estabelecimento oficialmente reconhecido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para a realização de interrupções da gravidez por opção da mulher. Contudo, a unidade de saúde não revelou qual é o estabelecimento.
Segundo a ULSAS, esta solução é temporária e permite assegurar uma resposta atempada e segura às mulheres. A expectativa é que a resposta volte a ser assegurada internamente no hospital brevemente.
A situação foi denunciada pelas comissões de Utentes de Saúde dos concelhos de Almada e do Seixal. Em comunicado, as estruturas afirmaram que a Consulta de Gravidez Não Desejada da ULSAS foi "descontinuada", tendo sido criadas novas regras de acesso à IVG.
De acordo com as comissões de utentes, o procedimento passará a ser realizado numa clínica privada em Lisboa. As estruturas consideram que a alteração sujeita as mulheres a um conjunto de formalidades burocráticas que pode dificultar a concretização da decisão de interromper a gravidez.
As comissões defendem ainda que, tendo em conta as intercorrências que podem surgir durante o procedimento, os hospitais públicos são o local privilegiado para a realização da IVG. Por isso, dizem repudiar a retirada desta resposta e reivindicam a sua reintegração no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
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