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Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins (PS), lamentou que tenha conhecido a decisão através de um órgão de comunicação social, uma vez que o município aguardava “respostas efetivas e formais desde novembro do ano passado”.

A decisão foi avançada pelo jornal Público, que cita fonte do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para afirmar que o Governo escolheu uma exploração exclusivamente em sistema circular, abandonando em definitivo uma solução mista, que incluía a modalidade de Linha em Laço.

“É uma forma pouco transparente, e evitável, de se anunciar às pessoas, aos municípios e a todos os interessados uma decisão desta dimensão”, afirmou.

Martins relembra que a Linha Circular foi contestada desde o início pelos municípios de Odivelas, Loures e Mafra, por movimentos de cidadãos e por autarcas de Lisboa, defendendo que o anterior Governo deixou reunidas as condições técnicas para a exploração da Linha em Laço.

“Hoje soubemos que tecnicamente é viável e é possível. E, por isso, esta é uma decisão política e de responsabilidade política”, afirmou, instando o ministro das Infraestruturas a assumir essa posição e a explicar às pessoas “o porquê”.

Segundo o presidente da Câmara de Odivelas, caso se concretize a Linha Circular, será criado “um grande problema à população da zona norte” da Área Metropolitana de Lisboa, insistindo que “esta é uma má decisão”.

“Foi por isso que foram criadas as condições para o funcionamento em laços, foi por isso que foi desembolsada bastante verba para essa questão e agora há uma decisão política tomada”, concluiu.

Por sua vez, peticionários de um abaixo-assinado contra a Linha Circular do Metropolitano de Lisboa entregaram na anterior quarta-feira uma carta ao presidente da Câmara para que intervenha junto do Governo de PSD/CDS-PP pela implementação de um traçado em laço.

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