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A Boat Refugee Foundation lança um apelo internacional para recrutar psicólogos, psicoterapeutas e especialistas em saúde mental e profissionais certificados em pedagogia ortopedagogia para integrar a equipa de apoio psicossocial no campo de refugiados de Mavrovouni, em Lesbos.

A organização, que desde 2015 presta assistência médica e psicológica a pessoas refugiadas nas fronteiras da Europa, procura voluntários com experiência clínica relevante, sobretudo no acompanhamento de migrantes e refugiados em contextos multiculturais.

Os profissionais selecionados irão integrar a missão de apoio em saúde mental no campo de Mavrovouni, onde muitos refugiados enfrentam problemas psicológicos graves relacionados com trauma, deslocação forçada e condições de vida precárias.

Segundo a fundação, o trabalho passa por prestar apoio psicológico a adultos, através de sessões individuais e de grupo, promovendo “a força e a capacidade” das pessoas acolhidas.

A organização sublinha ainda que a abordagem utilizada assenta numa lógica de igualdade e colaboração com a própria comunidade do campo, incluindo intérpretes que desempenham um “papel indispensável” nas atividades desenvolvidas.

Entre os requisitos exigidos estão experiência no apoio a pessoas com ataques de pânico, psicose ou tendências suicidas, fluência em inglês, capacidade de adaptação a contextos emocionalmente exigentes e disponibilidade mínima de dois meses.

Os voluntários deverão também possuir carta de condução, já que terão de conduzir diariamente veículos com caixa manual.

A Boat Refugee Foundation esclarece que funciona essencialmente através do trabalho voluntário e de donativos, motivo pelo qual os participantes terão de suportar os custos de viagem, documentação e parte do alojamento.

A fundação disponibiliza alojamento numa casa de voluntários em Lesbos, com uma contribuição mensal entre 300 e 350 euros, dependendo da opção de refeições. Após um mês completo de voluntariado, o alojamento passa a ser gratuito.

Os voluntários que se comprometam com pelo menos três meses consecutivos de missão podem ainda solicitar um apoio mensal de 220 euros.

A organização refere que o objetivo é continuar a responder a situações em que “os sistemas se tornam desumanos e a compaixão se perde”, garantindo apoio médico e psicossocial a pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.