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Em causa está a atuação de uma empresa do setor da segurança privada, os seus administradores e um terceiro elemento ligado à gestão de pessoal.

Segundo a PJ, os suspeitos terão recorrido a um expediente fraudulento para camuflar o pagamento de trabalho suplementar prestado pelos colaboradores, evitando assim o cumprimento das obrigações fiscais e contributivas.

O prejuízo para o erário público, apenas no que diz respeito a contribuições para a Segurança Social, poderá ultrapassar os três milhões de euros.

Numa fase anterior da investigação, as autoridades realizaram várias buscas domiciliárias e não domiciliárias, que resultaram na constituição de quatro arguidos e na detenção de uma pessoa por posse de arma proibida. Nessas diligências foram apreendidos montantes significativos em dinheiro, material informático — incluindo smartphones, computadores portáteis e dispositivos de armazenamento —, bem como documentação relacionada com a gestão de recursos humanos, como mapas de horas e registos de trabalho. Foi ainda apreendida uma arma de fogo com respetivas munições.

Com a mais recente apreensão, o valor total de numerário recolhido no âmbito do processo ultrapassa já um milhão de euros, reforçando os indícios sobre a dimensão da atividade ilícita em investigação. O inquérito está a ser dirigido pelo DIAP de Santa Maria da Feira.

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