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Segundo o RFI, O Presidente Emmanuel Macron garantiu que os recrutas irão servir exclusivamente em território nacional, sublinhando que o programa terá um carácter “puramente militar” e não implicará o envio de jovens para zonas de conflito no estrangeiro, nomeadamente para a Ucrânia.

A reativação deste modelo de serviço militar voluntário foi anunciada a 27 de novembro, durante uma visita de Macron à 27.ª Brigada de Infantaria de Montanha, em Varces, no sudeste de França. Na ocasião, o chefe de Estado justificou a medida com a necessidade de preparar o país para um contexto internacional cada vez mais instável.

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“O medo nunca impede o perigo. A única forma de o evitar é prepararmo-nos para ele”, afirmou então o Presidente francês.

O anúncio surgiu poucos dias depois de o chefe do Estado-Maior da Defesa, general Fabien Mandon, ter defendido que a França deve estar preparada para “aceitar a perda dos seus jovens”, declaração que gerou polémica e levou o Presidente a clarificar que o novo programa não tem como objetivo mobilizações para cenários de guerra externa.

Segundo as autoridades francesas, o plano prevê a incorporação de cerca de três mil jovens já este ano, com a meta de alcançar 10.000 recrutas em 2030 e 42.500 em 2035.

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