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“Esta cooperação franco-alemã irá complementar, e não substituir, a dissuasão nuclear da NATO e os acordos de partilha nuclear da NATO, para os quais a Alemanha contribui e continuará a contribuir”, precisam Paris e Berlim, numa declaração conjunta publicada após o discurso de Macron sobre a evolução da doutrina nuclear francesa.

O Presidente francês anunciou esta segunda-feira que a França entrou numa nova fase da sua dissuasão nuclear, que qualificou como “avançada”, uma “evolução significativa” da doutrina francesa e na qual oito países europeus “aceitaram” participar.

Este grupo de coordenação franco-alemão “servirá de quadro bilateral para o diálogo doutrinário e a coordenação da cooperação estratégica, nomeadamente para consultas relativas à articulação ótima de capacidades convencionais, defesa antimíssil e capacidades nucleares francesas”, lê-se na declaração conjunta, que faz também referência “à participação da Alemanha nos exercícios nucleares franceses” já este ano.

Os oito países que aceitaram participar no plano francês de “dissuasão avançada” são, além da França e da Alemanha, o Reino Unido, Polónia, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca.

Esses países poderão acolher “forças aéreas estratégicas” da Força Aérea Francesa, que poderão assim “espalhar-se pela profundidade do continente europeu” para “complicar os cálculos dos adversários”, explicou.

Num discurso proferido na base militar de île Longue (noroeste), o Presidente francês anunciou esta segunda-feira que a França vai aumentar o número de ogivas nucleares e deixar de divulgar os dados sobre o arsenal nuclear do país.

“Não se trata aqui de entrar em qualquer corrida ao armamento”, disse Macron, sobre a nova doutrina nuclear gaulesa.

“A cadeia de comando é totalmente clara e a decisão final” de lançar um ataque nuclear “cabe exclusivamente ao Presidente da República”, destacou o chefe de Estado francês.

Macron disse que a França está a entrar assim, progressivamente, numa nova fase do seu armamento nuclear que apelidou como “dissuasão avançada”.

“Temos de reforçar a nossa dissuasão nuclear face à combinação de ameaças e temos de pensar a nossa estratégia de dissuasão no interior do continente europeu, no pleno respeito da nossa soberania, com a implementação progressiva daquilo a que chamarei dissuasão avançada”, adiantou.

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