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As fotografias foram captadas no sul de Teerão e constituem, em muitos casos, a única forma de as famílias conseguirem identificar os seus entes queridos. Muitas das vítimas encontravam-se tão desfiguradas que não foi possível reconhecê-las. Em 69 casos, os corpos estavam identificados apenas como “John Doe” ou “Jane Doe”, em persa, indicando que a identidade era desconhecida no momento em que as imagens foram tiradas. Apenas 28 vítimas tinham etiquetas com nomes claramente legíveis.

Em mais de uma centena de corpos com data de morte registada, essa data era 9 de Janeiro, uma das noites mais mortíferas para os manifestantes em Teerão até ao momento. Nessa noite, várias zonas da cidade foram palco de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, com incêndios nas ruas e cânticos contra o líder supremo e a República Islâmica. Os protestos surgiram na sequência de um apelo à mobilização nacional feito por Reza Pahlavi, filho do antigo xá, que vive no exílio.

As imagens agora reveladas oferecem apenas um retrato parcial das milhares de mortes que se acredita terem ocorrido às mãos do Estado iraniano desde o início da repressão.

O líder supremo do Irão, ayatollah Ali Khamenei, reconheceu publicamente que vários milhares de pessoas terão morrido, mas atribuiu a responsabilidade aos Estados Unidos, a Israel e ao que descreveu como “sediciosos”.

O apagão da internet continua a impedir uma avaliação rigorosa do número total de mortos. Ainda assim, a organização norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) estima que o número de vítimas mortais ultrapasse já as 4000.

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