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De acordo com o El Mundo, já arderam 77.000 hectares entre Madrid, Ávila e Toledo. Já em Castellón, foram queimados 4.300 hectares.

Os incêndios provocaram a retirada de mais de 75.000 espanhóis de casa e obrigaram ao confinamento de 30.000 pessoas em Madrid e Ávila.

O segundo comandante da Unidade Militar de Emergência (UME), Fernando Martín Pascual, assegurou, este domingo, que as autoridades estão a trabalhar “com grande eficiência para conter e estabilizar” os incêndios em Ávila, Madrid e Toledo em várias frentes, mas que a situação é demasiado complexa.

“Em diversas ocasiões, o incêndio excede nossa capacidade de combate, mas encontremos maneiras de detê-lo com as linhas de defesa adequadas", disse Fernando Martín Pascual à imprensa espanhola, no posto de comando avançado em Navalcarnero, em Madrid.

“A noite é a nossa melhor janela de oportunidade porque trabalhamos em terra com todos os nossos recursos para aproveitar esse período e, assim, podermos continuar logo pela manhã, mas com o apoio de recursos aéreos. E continuaremos assim até termos certeza de que o incêndio está estabilizado e extinto”, afirmou Martín Pascual.

Em França, vive-se uma situação “desfavorável”, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez. “Temos entre 30 e 40 ignições de novos focos de incêndio por dia. Já temos 115 mil hectares queimados desde o início do ano, o que é inédito. Os incêndios ainda não estão dominados e há um mega-incêndio em Gironda que já consumiu 40 mil hectares”, acrescentou Laurent Nuñez.

De acordo com o Le Monde, a Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) denunciou, este domingo, que os bombeiros não estão suficientemente protegidos contra o fogo.

“É preciso darem-nos meios para nos protegermos. Temos os camiões, mas, para respirarmos, as cogulas de proteção que temos nem sequer oferecem um nível de proteção equivalente ao de uma máscara FFP1”, afirmou à agência France-Press Sébastien Bouvier, secretário da CFDT.

Estima-se que cerca de 220.000 mil pessoas tenham sido retiradas de casa no sudoeste de França, o que, segundo a SIC Notícias, é a maior evacuação no país desde a 2.ª Guerra Mundial.

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