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O alerta surge no contexto do recentemente golpe de Estado na Guiné-Bissau, onde militares assumiram o controlo das instituições antes da divulgação dos resultados das eleições presidenciais, detendo o presidente e suspendendo o processo eleitoral.

Mbembe aponta que a combinação de "instituições frágeis, desigualdades económicas e desconfiança nas elites cria um terreno fértil para intervenções militares". O académico sublinha ainda o papel da juventude africana, cada vez mais mobilizada e consciente das limitações políticas, como fator central de pressão e mudança.

Apesar da gravidade da situação, Mbembe rejeita qualquer romantização dos golpes, salientando que são "sintomas de falência institucional", e a repetição destes episódios "pode gerar ciclos de instabilidade difíceis de quebrar". O filósofo defende reformas que promovam "transparência, legitimidade e confiança pública, essenciais para evitar que o golpismo se torne uma constante" na política africana.

Segundo Mbembe, a situação atual exige também uma maior responsabilidade das comunidades internacionais, que devem apoiar processos democráticos e fortalecer mecanismos regionais de mediação. Sem esse apoio, alerta, "os países africanos podem ver aumentar-se a tentação de soluções autoritárias, com impactos sociais e económicos profundos em todo o continente".

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