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Pelo menos 32 pessoas morreram na sequência de um forte sismo de magnitude 7,8 que abalou o sul das Filipinas na manhã desta segunda-feira, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades filipinas, ao qual o jornal The Guardian teve acesso.

O terramoto ocorreu às 7h37 locais e teve epicentro a cerca de 13 quilómetros da cidade de General Santos, na ilha de Mindanau. O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia indicou inicialmente uma profundidade de dez quilómetros, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou uma profundidade de 55,2 quilómetros.

De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes, 12 das vítimas mortais foram registadas na região de Soccksargen, na ilha de Mindanau, e outras três na província de Davao Occidental.

Em General Santos, uma das cidades mais afetadas, vídeos divulgados nas redes sociais mostram o colapso do piso superior de um restaurante da cadeia de fast-food Jollibee e a queda de paredes exteriores de um complexo comercial.

"Muitos edifícios foram afetados, mas neste momento não conseguimos fazer uma contagem exata porque estamos concentrados nas operações de salvamento", afirmou Robert Dagon, responsável da polícia local, à agência France-Presse.

As autoridades de proteção civil apelaram à população para evitar entrar em edifícios danificados devido ao risco de novas réplicas, que poderão agravar os estragos já registados.

Após o sismo, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um aviso para a possibilidade de ondas até três metros em algumas zonas costeiras das Filipinas. Também foram colocadas sob vigilância áreas costeiras da Indonésia e da Malásia, onde poderiam ocorrer ondas até um metro.

Contudo, numa atualização posterior, a entidade indicou que a ameaça de tsunami tinha praticamente desaparecido.

O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., também conhecido como Bongbong Marcos, informou que os centros de acolhimento para desalojados já estão operacionais e que os serviços de emergência continuam a avaliar os danos e a desobstruir acessos essenciais para as equipas de resgate.

O terramoto ocorreu precisamente no dia de reabertura das escolas públicas para o novo ano letivo. Em Davao, imagens captadas numa escola primária mostram dezenas de alunos a correrem em pânico durante a cerimónia matinal do hastear da bandeira.

A Cruz Vermelha Filipina revelou ter prestado assistência em pelo menos três escolas secundárias, onde vários estudantes apresentavam sinais de choque e ansiedade após o abalo.

Perante a situação, Ferdinand Marcos Jr ordenou a suspensão das aulas nas zonas afetadas por tempo indeterminado.

"A segurança das nossas crianças está em primeiro lugar", declarou o chefe de Estado.

As Filipinas encontram-se numa das regiões sísmicas mais ativas do mundo, devido à sua localização no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma vasta área de intensa atividade tectónica e vulcânica.

*Notícia atualizada com números de mortos

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