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Em comunicado, o Colégio de Comissários da FIA considerou que se verificaram “atos inseguros e falha na adoção de medidas razoáveis, resultando numa situação insegura”, enquadrada no Artigo 12.2.1.h do Código Desportivo Internacional de 2026.
Em causa esteve a entrada de um reboque da organização, ligado ao Automóvel Club de Portugal (ACP), na especial SS7, enquanto os pilotos já disputavam o troço Arganil 2. O veículo terá seguido a rota indicada pelo sistema de navegação após inserção de coordenadas GPS, sem conhecimento de que a classificativa estava em curso, tendo conseguido ultrapassar várias barreiras de sinalização.
Segundo o relatório, o veículo acabou por abandonar rapidamente a especial, que não chegou a ser interrompida. No entanto, cerca de 35 minutos depois, um segundo veículo de assistência, também ligado à organização, voltou a entrar na SS7, ultrapassando barreiras e surgindo à frente do carro n.º 21, levando à interrupção imediata da classificativa com bandeira vermelha por motivos de segurança.
O Diretor de Prova e o representante da organização apresentaram desculpas pelos incidentes, referindo que existiam acordos com autoridades civis para o controlo e encerramento das estradas, estando a investigação interna ainda em curso. Foi igualmente confirmado que a entrada dos veículos não foi comunicada ao Controlo do Rali.
A FIA sublinha que a comunicação de qualquer intrusão em classificativas em curso é essencial para a segurança, permitindo alertar atempadamente os concorrentes para eventuais perigos. O organismo reforça ainda que a organização mantém responsabilidade sobre os oficiais nomeados e sobre o cumprimento dos regulamentos aplicáveis.
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