"Estamos a fazer o possível para aquecer as crianças e os idosos, mas não é suficiente", afirmou Olena Petrenko, residente em Kharkiv. "Usamos cobertores, fogareiros e aquecedores portáteis, mas a energia chega apenas algumas horas por dia. É assustador ver como o frio e os ataques se combinam", disse.
As autoridades locais abriram centros de abrigo aquecidos, mas reconhecem que os recursos são insuficientes face à dimensão das necessidades. "Estamos a tentar acolher o maior número de famílias possível, mas os centros estão sobrelotados e faltam mantimentos básicos", disse Anatolii Fedoruk, presidente da câmara de Bucha.
Organizações humanitárias alertam que o impacto da guerra no inverno pode ser devastador, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. "O risco de hipotermia, doenças respiratórias e problemas de saúde mental é altíssimo", explicou Maria Ivanova, coordenadora de uma ONG internacional em Kiev. "A situação exige uma resposta urgente e coordenada", afirmou.
Mesmo longe das linhas de frente, a guerra continua a afetar profundamente a população civil. "Cada dia sem energia é um desafio de sobrevivência", concluiu Petrenko. "O inverno tornou-se um campo de batalha, onde precisamos apenas de calor, água e segurança para viver".
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