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Uma interrupção nos sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde afetou, esta sexta-feira, farmácias, centros de saúde e unidades hospitalares em todo o país, provocando dificuldades no acesso a serviços essenciais e obrigando profissionais de saúde a recorrer a procedimentos alternativos.
Segundo avançou a SIC Notícias, a falha impediu a leitura e validação de receitas eletrónicas nas farmácias, impossibilitando a aplicação automática das comparticipações do Estado e causando constrangimentos no atendimento aos utentes.
Contactada pelo 24notícias, a Ordem dos Farmacêuticos confirmou que as farmácias não conseguiram aceder às prescrições médicas eletrónicas, mas adiantou que tudo aponta para uma "situação temporária, provavelmente devido a um problema de rede".
Perante a indisponibilidade dos sistemas, muitas farmácias estão a aconselhar os utentes a regressarem mais tarde, na expectativa de que o serviço seja restabelecido ao longo do dia.
Os problemas estendem-se também às unidades de saúde. Segundo a SIC Notícias, os médicos enfrentaram dificuldades na prescrição de medicamentos e na utilização de plataformas digitais indispensáveis à atividade clínica.
Fonte do Hospital Garcia de Orta confirmou à estação televisiva que a unidade foi afetada pela falha, tendo ficado temporariamente sem acesso à internet. A mesma fonte indicou que a situação aparenta estar em fase de resolução e que a reposição dos serviços está a ser feita de forma gradual.
Como acontece nestas circunstâncias, o hospital ativou o respetivo plano de contingência, passando a realizar em papel procedimentos que habitualmente são efetuados através de sistemas informáticos, de forma a garantir a continuidade dos cuidados prestados aos doentes.
Também o Instituto Português de Oncologia do Porto registou problemas de conectividade, encontrando-se igualmente sem acesso à internet durante parte da manhã.
Entretanto, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), de acordo com o Jornal de Notícias, confirmaram que a origem dos constrangimentos esteve relacionada com uma falha de energia que afetou o acesso a vários serviços e sistemas de informação que suportam a atividade do SNS.
A dimensão do problema foi também destacada pelo secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos, Hugo Cadavez, que afirmou à Lusa que a falha informática estava a condicionar o funcionamento dos cuidados de saúde primários em todo o país.
Segundo o dirigente sindical, a interrupção dos sistemas teve início por volta das 08h50 e impediu o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames complementares de diagnóstico, provocando perturbações significativas na atividade dos centros de saúde.
Nos hospitais, acrescentou, os principais constrangimentos verificaram-se nos sistemas dependentes de ligação à internet, obrigando os profissionais a recorrer a soluções de contingência enquanto decorrem os trabalhos de reposição dos serviços.
Em resposta à agência Lusa, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde esclareceu que, "ao longo do dia, os serviços e sistemas foram progressivamente repostos, sendo que, neste momento, já se encontram praticamente todos operacionais".
*Notícia atualizada às 23h30
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