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A farmacêutica dinamarquesa acusa a Eli Lilly de concorrência desleal e garante que a empresa violou as leis federais e estaduais de publicidade dos EUA através de campanhas de publicidade do Zenbound, um medicamento para a obesidade, e do Mounjaro, um medicamento usado por diabéticos.
Segundo a Reuters, em causa estão comparações entre as doses mais altas dos medicamentos da Eli Lilly com as doses mais baixas do Wegovy e do Ozempic. “Os anúncios são maliciosos e enganosos porque a Lilly cita, conscientemente, ensaios clínicos desatualizados que comparam as doses mais altas dos medicamentos da Lilly com doses mais baixas dos medicamentos da Novo Nordisk”, escreveu a farmacêutica dinamarquesa na queixa.
A norte-americana Eli Lilly garante que os anúncios se baseiam nos resultados de um estudo concluído em 2024 e que comparou pacientes que tomaram doses de 10 ou 15 miligramas de Zepbound com doentes que receberam doses de 1,7 ou 2,5 miligramas de Wegovy.
“Em vez de competir com base no mérito dos seus produtos, a Novo está a pedir ao tribunal que impeça a Lilly de comunicar os resultados desse ensaio clínico. Continuaremos a concentrar-nos na evidência científica e a defender-nos desta ação judicial de forma vigorosa", afirmou a Eli Lilly num comunicado.
A concorrência entre as duas farmacêuticas têm-se intensificado nos últimos anos. Com o lançamento do Wegovy, a Novo Nordisk tornou-se a primeira a ter uma injeção para combater a obesidade, mas perdeu a liderança para a Eli Lilly com o surgimento do Zepbound.
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