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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai apresentar, na sexta-feira, uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) para solicitar a abertura de um inquérito ao processo de classificação eletrónica dos exames nacionais do ensino secundário, diz a Lusa.

Segundo a Fenprof, existem "inúmeros indícios" que colocam em causa a fiabilidade da plataforma utilizada na classificação das provas, motivo pelo qual considera necessário investigar o funcionamento do sistema.

A queixa será entregue no mesmo dia em que deverão ser afixadas as pautas dos exames e pretende que sejam apuradas responsabilidades relativamente à fiabilidade, segurança e credibilidade da plataforma e dos procedimentos adotados na classificação das provas, tendo em conta a dimensão e a gravidade dos erros reportados.

Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais do 11.º e 12.º anos continuam a ser realizados em papel, mas a respetiva correção passou a ser feita em formato digital. Para isso, as provas são digitalizadas antes de serem distribuídas aos professores classificadores.

No entanto, desde o arranque do processo têm sido registados vários problemas informáticos. Nas últimas semanas, os professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e dificuldades técnicas na plataforma responsável pela distribuição e classificação dos exames.

Os constrangimentos levaram ao adiamento dos prazos inicialmente previstos. Os docentes dispõem agora até terça-feira para concluir a classificação, permitindo que as pautas sejam afixadas no dia 17. Ainda assim, segundo a Fenprof, os classificadores continuam a receber novos itens para corrigir, apesar da proximidade do prazo final.

A federação considera que esta distribuição intensiva de novas provas "demonstra o desespero" do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) perante os prazos que definiu.

Perante a situação, a Fenprof antecipa que o processo de classificação dos exames nacionais poderá terminar "com sérios problemas", prevendo um número significativo de pedidos de reapreciação de provas.

A organização sindical alerta ainda para o impacto que esta situação poderá ter nos professores, defendendo que muitos poderão ver novamente adiado o gozo efetivo das férias devido ao prolongamento das tarefas relacionadas com a classificação dos exames.

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