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O ex-governador do estado de Nueva Esparta, Alfredo Díaz, considerado prisioneiro político pela oposição, morreu na prisão na manhã deste sábado, vítima de ataque cardíaco, confirmou o Governo da Venezuela. Díaz havia sido detido em novembro de 2024, no contexto de tensões políticas após as eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Serviço Penitenciário, Díaz apresentou “sintomas compatíveis com um enfarte do miocárdio” por volta das 06:33 (hora local) e foi imediatamente assistido pelos companheiros de cela. Recebeu cuidados médicos primários na emergência e foi transferido para o Hospital Universitário de Caracas, onde acabou por morrer minutos depois, apesar das tentativas de estabilização. O ministério assegurou que Díaz estava a ser processado “com plena garantia dos seus direitos” e que todos os procedimentos legais e de defesa foram respeitados.

Líderes da oposição, incluindo María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, destacaram que a morte de Díaz integra um “padrão sustentado de repressão estatal”, recordando que sete presos políticos já morreram na prisão após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. No caso de Díaz, sublinharam que a sua integridade e vida eram responsabilidade das autoridades que o detinham na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) em Caracas, conhecida como El Helicoide.

Alfredo Díaz era membro do partido opositor Ação Democrática e também exerceu funções como vereador e autarca antes da detenção. Nos meses anteriores, denunciou irregularidades na publicação dos resultados eleitorais e criticou a crise elétrica em Nueva Esparta, que o governo atribuiu a ataques da oposição.

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