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Segundo o Politico, o regulamento cria regras rigorosas para os imigrantes considerados uma ameaça à segurança. As autoridades vão passar a fazer buscas domiciliares para fazer cumprir ordens de deportação, estando incluídas famílias com crianças e imigrantes menores que não estejam acompanhados.
Estão previstas detenções para os imigrantes que enfrentem risco de deportação e que não colaborem e, ainda, em situações nas quais existe risco de fuga. Estas detenções podem durar até dois anos, mas há casos em que pode haver um alargamento até dois anos e meio.
Segundo o The Guardian, há membros da União Europeia (UE) a negociar com outros países para criar centros de repatriação onde as pessoas sem documentos possam ficar até regressarem ao seu país de origem. O acordo europeu prevê também proibições de entrada em espaço europeu e punições para quem não cooperar.
O The Guardian garante que estas propostas estão a ser criticadas e que a Europa é acusada de seguir a linha de repressão à imigração promovida pela administração de Donald Trump. Recorde-se que o Presidente norte-americano tem intensificado medidas contra a imigração e que o ICE (Immigration and Customs Enforcement, em portugês Serviço de Imigração e Alfândegas) está empenhado em aumentar detenções e deportações.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, aplaudiu o acordo numa publicação na rede social X. "Uma política eficaz de migração e asilo deve ser acompanhada por uma política de retorno credível. O acordo desta noite sobre o novo Regulamento dos Retornos — que complementa o Pacto sobre Migração e Asilo — tornará o regresso dos migrantes sem direito a permanecer na UE mais rápido e consistente em toda a Europa", escreveu.
O acordo vai ser submetido a votação no Parlamento Europeu e, depois disso, terá de ser aprovado pelo Conselho de Ministros do Interior da União Europeia. Partes deste texto devem entrar em vigor dentro de um ano, mas medidas como a criação de centros de retorno serão imediatas.
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