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A perspetiva para o setor da aviação tornou-se mais otimista depois de semanas marcadas por alertas sobre possíveis falhas no abastecimento de combustível e cancelamento de voos. O aumento do preço dos combustíveis levou refinarias e comerciantes internacionais a redirecionarem cargueiros para a Europa, compensando mais rapidamente do que o esperado a quebra de fornecimentos provenientes do Médio Oriente.
O CEO da Ryanair, Michael O´Leary, afirmou na segunda-feira que os fornecedores da companhia "não preveem qualquer interrupção no abastecimento até meados de julho" e garantiu que a situação "continua a melhorar".
Segundo o responsável, citado pelo jornal Politico, o aumento das importações provenientes da África Ocidental, dos Estados Unidos e da Noruega está a compensar a redução das exportações do Golfo, afetadas pelo bloqueio ao Estreito de Ormuz.
O cenário contrasta com os avisos feitos por Faitih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, que alertava para a possibilidade de escassez de combustível de aviação na Europa até final de maio.
No mais recente relatório sobre o mercado petrolífero, a Agência Internacional de Energia refere agora um aumento da produção de combustível nos EUA e na África Ocidental. A agência sublinha que "fornecedores alternativos avançaram para preencher a lacuna" deixada pelas restrições no Estreito de Ormuz.
"Os EUA passaram mesmo de importadores líquidos de combustível de aviação em abril de 2025 para exportadores líquidos no início de 2026 impulsionados pelo reforço da atividade das refinarias", refere ainda a Agência.
Também refinarias europeias aumentaram a produção. A espanhola Repsol anunciou planos para elevar a produção de combustível de aviação entre 15% e 20%, com o objetivo de proteger setores estratégicos como o turismo.
Apesar da recuperação parcial do mercado, a Agência Internacional da Energia alerta que os níveis atuais de exportação e produção ainda não substituem totalmente os fluxos anteriores à guerra através do Estreito de Ormuz. “Sem uma resolução próxima da situação em Ormuz, o reequilíbrio levará tempo”, refere o relatório.
Nas primeiras semanas do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, os preços do combustível de aviação ultrapassaram os 200 dólares por barril, mais do dobro do valor registado antes da guerra. Entretanto, os preços desceram para cerca de 162 dólares por barril.
A escalada inicial dos preços levou várias companhias aéreas, como a Lufthansa e a SAS, a cancelar milhares de voos de curta distância considerados pouco rentáveis.
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