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Os especialistas querem ainda estabelecer uma área de contenção na zona onde foi detetada a primeira infeção nos Estados Unidos, ao longo da fronteira sul do país.

Segundo um artigo da BBC, esta praga representa baixo risco para os humanos, mas os especialistas receiam que haja um forte impacto nos mercados de carne bovina. Isto porque as moscas varejeiras depositam ovos em feridas abertas ou mucosas, dando origem a centenas de larvas que se alimentam do tecido vivo e que se transformam em moscas capazes de viajar curtas distâncias.

As autoridades norte-americanas anunciaram ontem a existência do primeiro caso em 60 anos, depois de terem sido encontradas larvas num bezerro com três semanas de vida. Tudo aconteceu no Texas, a cerca de 48 quilómetros da fronteira com o México. Entretanto, já foi implementada uma zona de controlo de 20 quilómetros de largura e estão a ser estabelecidas quarentenas.

O primeiro caso detetado nos Estados Unidos aconteceu em 1966, altura em que foram encontradas situações de pequena escala. Desde essa altura, têm sido libertadas centenas de milhões de moscas varejeiras estéreis que depositam ovos não fertilizados.

Atualmente, o México e os Estados Unidos conseguem produzir 100 milhões de moscas estéreis por semana, mas precisam de criar até 600 milhões. Desde a descoberta do bezerro infetado, já foram libertadas quatro milhões de moscas estéreis em terra e outros quatro milhões por via aérea.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, recusa preocupações. No entanto, surgem críticas contra a administração de Trump, que está a ser acusada de desvalorizar o problema.

O último surto que aconteceu nos Estados Unidos ocorreu na década de 70 e representou uma ameaça séria para o gado norte-americano.

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