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Segundo a SIC Notícias, no que toca ao plano militar e tecnológico, Teerão terá de prescindir do desenvolvimento ou da aquisição de armamento nuclear.

Assim, o acordo pretende que o Estado iraniano pare o programa nuclear, abdicando de avançar com o enriquecimento de urânio e com o alargamento das infraestruturas associadas.

Por parte dos EUA, a administração norte-americana equaciona viabilizar que o Irão proceda, de forma interna, à diminuição das reservas de urânio altamente enriquecido, estando previsto um período de sessenta dias para a concertação dos pormenores técnicos desta medida.

Washington também deve abrir as restrições aplicadas ao setor petrolífero do Irão e, adicionalmente, perspetiva-se a libertação de uma verba a rondar os 25 mil milhões de dólares em fundos iranianos, que se encontram atualmente retidos sob sanção.

Prevê-se também o compromisso do Irão em assegurar a reabertura do Estreito de Ormuz, em paralelo com a suspensão do cerco naval que os EUA mantêm sobre as infraestruturas portuárias iranianas.

De recordar que o presidente americano Donald Trump voltou, este sábado, a demonstrar confiança na possibilidade de um acordo iminente para pôr fim ao conflito. Numa publicação na rede social, Truth Social, Trump garantiu que "o acordo [de paz com o Irão] será assinado amanhã e, imediatamente após a sua assinatura, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos".

O eventual acordo poderá representar um ponto de viragem num conflito que se prolonga há vários meses no Médio Oriente e que tem provocado forte instabilidade nos mercados energéticos internacionais, devido às ameaças à circulação de petróleo e dos seus derivados.

O exército de Israel ordenou este sábado a evacuação de residentes de cerca de 20 localidades no sul do Líbano, alegando que as milícias do Hezbollah violaram o cessar-fogo em vigor. As forças israelitas anunciaram ainda a preparação de novos ataques aéreos, aumentando os receios de uma escalada regional.

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