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"São um regime em declínio. O país está a desmoronar-se e acreditamos que é do seu interesse realizar mudanças muito drásticas muito em breve", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa.

Questionada pelos jornalistas sobre o que seria um resultado positivo em Cuba para lá de uma eventual mudança de regime, a porta-voz da Casa Branca referiu que os Estados Unidos querem ver "democracias florescentes e prósperas em todo o mundo".

"Não estou a falar de nenhuma ação por parte dos Estados Unidos para chegar lá, mas é claro que é do interesse dos Estados Unidos que Cuba seja uma democracia verdadeiramente livre e próspera", adiantou.

Na segunda-feira, Trump considerou que Cuba era uma "nação falida" e exortou Havana a concluir um acordo com os Estados Unidos, rejeitando a ideia de uma operação para derrubar o regime.

Desde janeiro, os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba, invocando a ameaça que esta ilha, situada a apenas 150 quilómetros da costa do estado da Florida (sudeste), representa para a segurança nacional norte-americana.

Cuba enfrenta uma grave escassez de combustível devido às pressões de Trump, que ameaçou aplicar tarifas aos países que exportarem petróleo para Havana.

Já este mês, Trump afirmou que os EUA estavam em negociações com Cuba "ao mais alto nível", mas o Governo norte-americano continua muito discreto, recusando-se a divulgar qualquer detalhe sobre o conteúdo dessas negociações e sobre quem envolvem.

A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais.

Havana acusou Trump de "querer sufocar" a economia da ilha, onde os cortes diários de energia estão a aumentar e as filas nos postos de combustível estão cada vez maiores.

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