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Apesar da descida nas transações efetivamente realizadas, o país continua a ser visto como um destino atrativo para viver e investir, diz o idealista.
Em 2025, os não residentes adquiriram 8.471 habitações em Portugal, o que representa uma quebra de 13,3% face ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística. Esta evolução é associada à redução de incentivos fiscais e alterações legislativas recentes dirigidas a compradores estrangeiros e não residentes.
Ainda assim, a procura de casas para comprar a partir do estrangeiro continua expressiva, representando dois dígitos na maioria das grandes cidades, sendo Évora a exceção. Funchal e Ponta Delgada registam os maiores pesos de visitas internacionais, com 30% e 27%, respetivamente. Seguem-se Viana do Castelo e Faro (22%), bem como Bragança e Castelo Branco (cerca de 20%).
No Porto, o interesse estrangeiro representa 15% da procura total, enquanto em Lisboa corresponde a 13%. Já cidades como Évora, Santarém, Beja e Coimbra apresentam os valores mais baixos, entre 9% e 11%.
Os dados indicam ainda que, em todas as 20 grandes cidades analisadas, a maioria da procura de habitação continua a ser realizada a partir de Portugal.
No que diz respeito à origem das visitas internacionais, EUA e Reino Unido ocupam o primeiro lugar em 12 das 20 cidades analisadas. Os EUA lideram a procura em Ponta Delgada, Aveiro, Braga, Lisboa, Coimbra e Évora, enquanto o Reino Unido se destaca no Funchal, Faro, Castelo Branco, Setúbal, Beja e Santarém.
Outros países surgem em destaque noutras regiões: França lidera em Viana do Castelo, Bragança, Guarda e Leiria; Espanha no Porto e em Portalegre; e a Suíça em Viseu e Vila Real.
Em Lisboa, a procura internacional tem origem sobretudo nos EUA (14%), Espanha (11%) e França (10%). No Porto, lidera Espanha (18%), seguida dos EUA (14%) e França (10%).
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