Segundo Trump, o petróleo será vendido ao preço de mercado e as receitas ficarão sob controlo da administração norte-americana, com o objetivo de beneficiar “o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
A Venezuela mantém milhões de barris de petróleo retidos em navios e tanques devido ao bloqueio imposto por Washington, no âmbito da campanha de pressão que culminou na detenção do Presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas no passado fim de semana.
Fontes citadas pela Reuters indicam que o fornecimento aos EUA poderá implicar o redirecionamento de cargas inicialmente destinadas à China, principal compradora de crude venezuelano na última década, sobretudo desde a imposição de sanções norte-americanas em 2020.
Trump afirmou que pretende garantir às empresas dos Estados Unidos “acesso total” à indústria petrolífera venezuelana, cabendo ao secretário da Energia, Chris Wright, a execução do acordo. O crude será enviado diretamente para portos norte-americanos.
Após o anúncio, os preços do petróleo nos EUA caíram mais de 1,5%, antecipando um aumento das exportações venezuelanas para o mercado norte-americano, atualmente asseguradas quase exclusivamente pela Chevron, ao abrigo de uma autorização especial.
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